Quinta-feira, Setembro 17

Águas de Janaína


Hoje acordei muito cedo e fora do lugar. Pressão a mil, cabeça em órbita contrária ao Sol. A Bahia molhou meus pés na voz de Tito Bahiense, amigo, cantor, compositor que não vejo há muito tempo. Era 9h e uns trocados da matina.
Nosso último encontro foi num segundo em Congonhas antes do embarque. Abraço fraterno e saudoso. Ele deixou SP e voltou pra beber do leite que lhe fez. Veio com sua voz de filho, de "Guiã", e pediu pra eu abrir a janela e respirar a brisa que o mar da Paciência mandava pra mim. Falamos muito de samba e de minha ida à Salvador. A mente pousou nas ladeiras envelhecidas do Pelourinho e no descanso na casa de Aloisio Menezes, outra voz que embala meu sono e enche meu coração de alegria e amor.
Tito, irmão, que bom que você veio até mim!
Lu (Aloisio) você está aqui sempre. Nos Negreiros, na Arca de Noé, nas Perdizes ou na Barra Funda. Daqui a pouco sopraremos os três, juntos, em Salvador. Seu colar está no altar de nossa mãe.
Obrigada amigos! Este da foto, é Aloisio. Tito, manda uma foto sua pra mim.

1 comentários:

titobahiense disse...

Muito obrigado Fabi!
Você e sua magnitude pegam a musica brasileira e fazem dela o samba que mundo precisa entender.
a Cidade da Bahia te espera...bj!